Gisele Bündchen foi capa da Vogue Brasil de outubro, em comemoração a seus 15 anos de carreira. Não é bem isso. A capa e os editorias foram a pedido da própria Gisele, que é garota esperta e com espírito mercantilista – não pára de fazer subirem seus bilhões – foram mesmo pra lançar sua marca de cosméticos ecofriendly – a sejaa.
A linha é uma idéia antiga de moça, que parece ter adotado pra si ao pé da letra as qualidades que lhe deram nos anos 90 – musa da nova-geração-saúde, zen e equilibrada - ninguém precisa lembrar que ela fumava naquela época - fazendo um tipo de contraponto às musas esqueléticas-rocker-junkie do estilo heroin chic, que faziam remissão a viciadas e davam o tom dos editoriais da época. Eu, pessoalmente prefiro o charme de Kate Moss, com estilo grunge e descolado e junkie, que casa com astros do rock, não com jogadores de futebol.
Na verdade, Gisele teve muita sorte e muito talento para administrar essa sorte. Sorte de e ter surgido justo quando o Sr. Bill Clinton dava seu pronunciamento politicamente correto a respeito dos editoriais de moda heroin chic, que glamourizava o uso de drogas. A musa-dos-trópicos-de-bochechas-rosadas-com-ar-saudável-e-colorido foi substituindo aos poucos o mínimal em P&B que povoava moda. Certamente o Sr. Clinton não era fã do Kurt Cobain.
Gisele demonstra ser uma mulher bem objetiva – me passa a imagem da objetividade prática daquelas pessoas que não intelectualizam demais – e sua linha de cosméticos é objetiva também – só tem três cremes, cujo apelo comercial é o uso de ingredientes super naturais, orgânicos, eco friendly e tudo o mais que se possa esperar nesse sentido.
No site é explicado o porquê do nome enigmático.

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